Costa Rica promove votação com crianças e adolescentes durante eleição oficial
Um
ato cívico praticado na Costa Rica, país localizado na América Central,
chamou a atenção da comitiva da Justiça Eleitoral do Brasil convidada
para acompanhar de perto as eleições gerais realizadas no último dia 2
de fevereiro. No dia do pleito para a escolha dos novos presidente, vice
e deputados costarriquenhos, foi realizada uma votação paralela com
crianças e adolescentes em várias seções da capital San José.
O
chefe da Assessoria Internacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
Tarcisio Costa, que compôs a comitiva brasileira juntamente com o
ministro Dias Toffoli, explicou que, após votarem, os pais levam os
filhos para escolher os candidatos em locais organizados por
instituições privadas para essa finalidade, sob a orientação da Justiça
Eleitoral da Costa Rica. “É feita a checagem do nome da criança que vai
para uma cabina fechada, vota em uma cédula com o mesmo formato da
oficial e deposita o voto na urna. A participação é maciça”, contou.
Ele
esclareceu ainda que a votação das crianças não é contabilizada, embora
haja apuração por parte dos organizadores e ampla divulgação dos
resultados. “Soubemos que durante o ano escolar há várias simulações de
voto, há uma prática prévia e ocorrem aulas sobre o sentido do voto e o
sentido da eleição. Nos pareceu algo muito positivo que contribui para
essa cultura cívica da qual a Costa Rica se orgulha, e tivemos a
oportunidade de observar pelo menos uma das razões disso”, considerou o
assessor internacional do TSE.
Novidades
As
eleições presidenciais e legislativas da República da Costa Rica
trouxeram algumas novidades. Pela primeira vez, costarriquenhos
residentes em outros países puderam exercer o direito de voto. Além
disso, foi introduzida a paridade de gênero nas listas partidárias com a
presença de 50% de candidatos do sexo masculino e outros 50% do sexo
feminino. Também foi a primeira vez que as eleições presidenciais e
legislativas foram separadas das eleições municipais, que passarão a ser
realizadas na metade da legislatura.
Acompanharam
o pleito aproximadamente 50 convidados provenientes da Organização dos
Estados Americanos (OEA) e de 15 países, entre eles Brasil, Argentina,
Equador, Colômbia, Honduras, Jamaica e Espanha. A eleição na Costa Rica
terá segundo turno no dia 6 de abril porque nenhum dos candidatos
alcançou 40% dos votos válidos.
Urna eletrônica
O
sistema utilizado naquele país é o de votação manual, mas o chefe da
Assessoria Internacional do TSE informou que o Tribunal Supremo de
Eleições da Costa Rica tem conhecimento sobre o voto eletrônico no
Brasil e, inclusive, já despertou interesse em adotar essa forma de
votação futuramente.
“O
sistema brasileiro é conhecido, respeitado, valorizado e nos buscam com
frequência para conseguirem algum tipo de cooperação. Na Costa Rica,
eles fizeram referência ao sistema brasileiro e pensam em ensaios para
adoção de uma votação eletrônica. Não há um cronograma previsto, mas já
se trabalha essa hipótese”, concluiu Tarcisio Costa.
A
Justiça Eleitoral brasileira também já foi convidada para observar as
eleições presidenciais na Venezuela, no Paraguai e no Chile. Todas foram
consideradas experiências muito positivas para o país.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral
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