Entra em vigor lei que determina prazo para começo de tratamento de câncer
Entra
em vigor nesta segunda-feira (23) a nova lei (12.732/12) que define que
pacientes com câncer deverão ter o início de seu tratamento assegurado
em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário.
Sancionada
pela presidente da República, Dilma Rousseff, a lei determina esse
prazo máximo para que o paciente passe por uma cirurgia ou inicie
sessões de quimioterapia ou radioterapia, conforme prescrição médica.
O
Ministério da Saúde criou o Siscan (Sistema de Informação do Câncer)
para auxiliar estados e municípios, gestores dos serviços oncológicos da
rede pública, a gerenciar a fila de espera e acelerar o atendimento. O
software reunirá o histórico dos pacientes e do tratamento,
possibilitando acompanhar o panorama da doença.
A
partir de agosto, todos os registros de novos casos de câncer terão de
ser feitos pelo Siscan. Estados e Municípios que não implantarem o
sistema até o fim do ano terão suspensos os repasses feitos pelo
Ministério da Saúde para atendimento oncológico.
O
SUS está se reorganizando para oferecer o diagnóstico precoce do câncer
e o tratamento adequado para a doença, avaliou Patrícia Chueiri,
coordenadora geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do
Ministério da Saúde.
Monitoramento permanente
Outra
medida adotada pelo Ministério da Saúde para garantir o cumprimento da
lei em todo o país é a realização de visitas aos hospitais que atendem
pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para avaliar as condições de
funcionamento e a capacidade de ofertar o atendimento com agilidade.
Este
trabalho será desempenhado pela Comissão de Monitoramento e Avaliação
do cumprimento da Lei nº 12.732, de caráter permanente, que terá entre
suas atribuições acompanhar os processos de implantação do Siscan e a
execução dos planos regionais de oncologia.
Reforço no atendimento
Com
apoio técnico e recursos do Ministério da Saúde, unidades de saúde que
ofertam serviços de radioterapia serão estimuladas a adotar um terceiro
turno de funcionamento - atualmente, o atendimento costuma ocorrer pela
manhã e pela tarde -, de cinco horas de duração. Até agora, 93 serviços
demonstraram interesse em expandir o horário de funcionamento. Outra
alternativa é a contratação de hospitais da rede privada para prestação
de serviços ao SUS.
Também
está em curso a seleção de empresa que instalará 80 serviços de
radioterapia em todo o país, considerando a ampliação de 39 serviços já
existentes e a criação de outros 41, com investimento federal da ordem
de mais de R$ 500 milhões.
Fonte: UOL Notícias
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