Tribunal reduz em 30% gastos com consumo de água com a adoção de medidas sustentáveis
No
Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado ontem, quarta-feira (5), o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou uma economia de 30% no
consumo total de água, depois da implementação de medidas como a
descarga a vácuo, no edifício-sede e no anexo do Tribunal, e a
consequente redução de gastos com tratamento de esgoto. O uso da água de
um poço artesiano autorizado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e
Saneamento do Distrito Federal (Adasa), apenas para irrigação dos
jardins, também contribuiu para esta economia.
Segundo
a Seção de Manutenção Predial do TSE, somente em relação ao sistema de
esgoto a vácuo houve uma economia de aproximadamente 80%, por descarga,
no consumo de água. Isso porque o novo sistema registra o gasto de 1,2 litros de água por descarga e, de outro lado, o sistema tradicional gasta, por descarga, de 7 a 12 litros de água.
O
consumo de energia elétrica no Tribunal também foi reduzido, de
fevereiro para cá, depois da instalação de equipamentos de desligamento
automático das luzes do edifício-sede e do anexo do TSE. De acordo com
informações da Seção de Equipamentos e Sistemas Elétricos, houve uma
economia de 9,2 % no que se refere à iluminação do Tribunal.
Reciclagem
Outras
medidas são adotadas pelo TSE levando em consideração a preservação do
meio ambiente e a sustentabilidade, entre elas está o descarte rotineiro
de documentos administrativos para reciclagem. Nos dois descartes
efetivados entre o final de 2009 e o começo de 2011, o Tribunal doou dez
toneladas de papel para cooperativas de catadores.
O primeiro descarte ocorreu de dezembro de 2009 a
abril de 2010, quando foram doadas sete toneladas de documentos
administrativos. No início de 2011, o Tribunal doou mais três toneladas
de papel, o correspondente a 526 caixas-arquivo de documentos.
A
avaliação e a destinação dos documentos do Tribunal são regidas pelo
Plano de Classificação das Informações e Documentos do TSE e pelo Plano
de Avaliação e Destinação das Informações e Documentos do TSE,
instituídos pela Portaria nº 370, de 1º de dezembro de 2003, em
conformidade com a Lei nº 8.159/1991.
Sustentabilidade na sede
Inaugurada em 15 de dezembro de 2011, a
atual sede do TSE foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer levando
em consideração a preocupação do Tribunal com a preservação do meio
ambiente e a sustentabilidade. Na época, para reduzir o impacto causado
pelas obras, foram plantadas cinco mil árvores em locais determinados
pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
A
sede dispõe ainda de elevadores e lâmpadas de baixo consumo de energia.
Os equipamentos de ar-condicionado utilizam um gás para refrigerar que
não afeta a camada de ozônio e reduz o consumo de energia e água.
Urnas eletrônicas
O
TSE também contribui com a preservação ambiental por meio do descarte
correto de urnas eletrônicas inservíveis, quando o hardware se torna
ultrapassado tecnologicamente, e materiais correlatos.
Somente
em 2012, foram eliminadas mais de 1.931 toneladas de urnas eletrônicas
modelo 2000, mais de 522 toneladas de urnas modelo 2002, mais de 61
toneladas de bobinas e cerca de 127 toneladas de baterias. Também foram
descartados 11.213 quilos de disquetes, 4.318 quilos de caixas e cabines
e 4.633 quilos de peças em geral. Em setembro de 2010, foram descartadas mais de 82 mil urnas eletrônicas modelo 98.
O
descarte das urnas é de responsabilidade de uma empresa contratada,
após licitação, pelo Tribunal, e segue um rigoroso processo de
segurança. A última fase do descarte é a destinação ecologicamente
correta dos componentes e resíduos da urna. Esse procedimento ocorre
conforme a legislação ambiental vigente.
Alguns
dos componentes vão para a reciclagem, outros para tratamento, e alguns
resíduos são enviados a aterros credenciados. A empresa contratada deve
entregar um relatório final ao TSE após o processo.
Por
exemplo, o destino das baterias das urnas deve seguir as regras da
Resolução nº 401/2008, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama),
que trata da gestão de resíduos e produtos perigosos.
Em
determinados descartes de urnas eletrônicas inservíveis, alguns
componentes tiveram um destino bastante peculiar, como no caso da
eliminação de urnas modelo 96, quando a empresa contratada destinou
cabos para a confecção de correias de sandálias. Já as espumas das
caixas das urnas viraram preenchimentos de pufes.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral
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