Tribunais conhecem o programa que levará ensino técnico e profissional a 90 mil presos e ex-detentos
Representantes
de Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) do sistema carcerário
dos tribunais de Justiça de 22 estados estiveram reunidos na terça-feira
(4/6), por meio de uma videoconferência, para apresentação do Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Ministério
da Educação (MEC). A reunião foi promovida pelo Departamento de
Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de
Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ). A proposta é permitir que 90 mil presos ou egressos do
sistema carcerário tenham acesso a cursos de educação profissional e
tecnológica.
O
programa reservará, em instituições federais e estaduais de ensino, e
também em cursos promovidos pelo chamado Sistema S (Senai, Senac, Sesi,
Senar e Senat), 35 mil vagas em 2013 e outras 55 mil em 2014 para a
qualificação de detentos dos regimes aberto, semiaberto e fechado, assim
como para os egressos do sistema carcerário. Para estimular os detentos
a participarem das aulas, aqueles que tiverem de se deslocar para a
instituição de ensino deverão receber auxílio-transporte de até R$ 9 por
dia. Eles também terão a possibilidade de obter a remição da pena por
estudo, isto é, a cada 12 horas de aulas assistidas, poderão abater um
dia de pena, conforme dispõe a Lei de Execução Penal (LEP).
De
acordo com o coordenador do DMF, juiz auxiliar da Presidência Luciano
André Losekann, a videoconferência teve como objetivo familiarizar os
membros dos GMFs e dos responsáveis pelo Programa Começar de Novo com o
projeto. O Pronatec tem importância fundamental na ressocialização dos
presos e egressos, assim como pode contribuir fortemente para a redução
da reincidência. É importante que os juízes, em geral, e os demais
operadores ligados aos sistemas carcerários estaduais conheçam e
participem desse trabalho, disse.
Cursos
rápidos - Durante o encontro virtual, o gestor do Pronatec no
Ministério da Justiça, Leônidas de Azevedo Souza, esclareceu dúvidas e
explicou alguns detalhes do programa de qualificação profissional
voltado aos presos. Os gestores do programa nos estados farão uma lista
com nomes de pessoas interessadas, de quantas vagas precisam e em quais
municípios. Além de informar ao CNJ, eles deverão negociar diretamente
com as instituições de ensino os cursos mais adequados para eles,
explicou. Os cursos devem ser curtos e rápidos, de no máximo 300 horas,
em razão da característica cíclica dos beneficiários, completou Souza.
Para
a oferta de cursos ao Ministério da Justiça, o MEC investirá um total
de R$ 180 milhões. O termo de cooperação entre as pastas da Justiça e da
Educação, permitindo a abertura de vagas aos presos e egressos, foi
assinado em fevereiro deste ano. O próximo encontro entre os
representantes dos GMFs dos tribunais estaduais, o CNJ e o Ministério da
Justiça para tratar do programa está marcado para o próximo dia 19, a partir das 13h30. Dessa vez, a reunião será presencial, no CNJ, em Brasília/DF.
Fonte: Conselho Nacional de Justiça
Comentários
Postar um comentário