C.FED - Direitos dos usuários de serviços públicos devem ser votados no segundo semestre
Projeto
de Lei que garante os direitos dos usuários dos serviços oferecidos
pelo governo pode ser votado no segundo semestre deste ano. A proposta
(PL 6953/02, do Senado) e outras 12 que tramitam em conjunto estão
prontas para a pauta da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania, e podem seguir direto para o Plenário se for aprovado
requerimento de urgência ou se as lideranças partidárias firmarem
acordo.
A
aprovação da proposta foi uma das reivindicações de manifestantes que
participaram dos protestos das ruas e entregaram o pedido ao presidente
da Câmara, Henrique Eduardo Alves. Além disso, liminar do Supremo
Tribunal Federal (STF) deu prazo de 120 dias para que o Congresso aprove
uma lei de defesa dos usuários dos serviços públicos. O prazo começou a
correr no início de julho.
Presidente
da Comissão de Trabalho, que já aprovou a proposta, o deputado Roberto
Santiago (PSD-SP) lembra que um dos pontos importantes da proposta é a
punição dos responsáveis pela má qualidade dos serviços, como o caso
extremo do cancelamento de uma concessão de serviço público, por
exemplo.
“A
medida estabelece punição para os gestores públicos que não tratarem de
cumprir rigorosamente como está estabelecido no projeto de lei.
Portanto, tenho a impressão que é um dos projetos de lei mais
importantes desta Casa, que deveria olhar para ele com mais carinho e
providenciar a sua votação o mais urgente possível”, defendeu o
parlamentar.
Relator
na Comissão de Constituição e Justiça, Anthony Garotinho (PR-RJ)
destaca a criação da Ouvidoria e da Comissão de Ética, que vão avaliar
as sugestões, reclamações e denúncias e também as representações
formuladas contra servidores públicos.
“O
Poder Executivo vai fiscalizar, mas também a própria população vai
fiscalizar. Na medida em que ele não tem resposta do ouvidor, a demanda
para a Comissão de Ética, que pode, inclusive, exonerar o ouvidor se ele
não tiver cumprindo o papel dele”, afirmou.
Segundo
o Garotinho, a medida vai diminuir a burocracia porque, a partir da
nova lei, o cidadão vai saber a quem se dirigir para formular suas
reclamações.
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