Medidas contribuem para pacto de responsabilidade, afirma Mantega
O
ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem, segunda-feira (22)
um ajuste fiscal adicional de R$ 10 bilhões no orçamento de 2013. Este
valor se soma ao contingenciamento de R$ 28 bilhões, anunciado no início
do ano, elevando o esforço no ano para R$ 38 bilhões. O ministro
anunciou ainda uma nova forma de cobrir os custos da Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE), utilizada para subsidiar a redução das
contas de energia elétrica.
“O
objetivo dessas medidas é melhorar a qualidade do gasto público,
reforçar o resultado fiscal do Governo Central e tornar mais
transparentes as medidas para atingir o resultado fiscal desejado”,
resumiu o ministro.
A
declaração foi feita durante anúncio do decreto de reprogramação
orçamentária do terceiro trimestre do ano, realizado no auditório do
Ministério do Planejamento, do qual também participou a ministra Miriam
Belchior. “O superávit primário está garantido com o contingenciamento
de R$ 28 bilhões e estamos aumentando em R$ 10 bilhões”, disse. “Estamos
fazendo um reforço adicional para buscar um resultado fiscal mais
satisfatório”, completou Mantega.
O
ministro detalhou como será a cobertura do custo de energia elétrica,
com a mudança na forma de compensação da Conta de Desenvolvimento
Energético (CDE). Antes, o registro era feito como recebíveis de Itaipu
e, com a alteração, o Tesouro Nacional passará a fazer aportes mensais à
CDE. “O que muda é a forma de receber recursos, em vez de recebíveis,
usa-se recurso primário do governo”, afirmou.
Pacto de responsabilidade
O
ministro da Fazenda acrescentou ainda que as medidas irão contribuir
para a realização do pacto de responsabilidade feito pelo governo
federal e os governadores. Segundo Mantega, a redução de gastos
permitirá a criação de uma reserva adicional para cobrir eventual
frustração de resultado de estados e municípios.
De
acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, foram
integralmente preservados os recursos do Programa de Aceleração do
Crescimento - PAC, do Programa Minha Casa, Minha Vida - MCMV e das
principais áreas sociais: Saúde, Educação e Brasil sem Miséria.
Dentro
do novo corte anunciado nesta segunda-feira, estão gastos de custeio
administrativo, como diárias e passagens, material de consumo, locação
de imóveis e veículos. “Com isso, nós acreditamos que poderemos melhorar
a qualidade do gasto público”, completou a ministra.
Volatilidade
O
ministro aproveitou o anúncio das novas medidas para falar sobre a
trajetória da economia brasileira. Ele afirmou que a inflação está sob
controle e que os preços, principalmente dos alimentos, vêm cedendo.
Entre os empecilhos para um maior crescimento da economia, segundo o
ministro, estão a crise internacional e a recente volatilidade nos
mercados em função da possibilidade de retirada de estímulos à economia
americana, anunciada pelo FED (banco central daquele país).
“Este
processo que ainda está em andamento abortou uma série de operações
financeiras que seriam realizadas inclusive no Brasil”, afirmou Mantega.
“Só não há uma queda mais rápida do déficit nominal porque nós estamos
em um período de crise da economia. Senão, estaríamos fazendo resultados
melhores”, completou o ministro, mais adiante.
Fonte: Ministério da Fazenda
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