Proposta regulamenta profissão de audiodescritor
Pela
proposta, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), a atividade consiste
na narração destinada a descrever imagens, sons, textos e demais
informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas
com deficiência visual.
Entre
as atividades do audiodescritor, a proposta enumera o planejamento e a
execução de roteiros de audiodescrição; elaboração de estudos, projetos e
pareceres técnico-científicos ou culturais no âmbito de sua formação;
assim como produção de ensaios e experimentações em seu campo de
atividade.
Ainda
conforme o projeto, a jornada normal de trabalho do audiodescritor será
de seis horas diárias e trinta semanais, salvo acordo ou convenção
coletiva de trabalho. Além disso, roteiros de audiodescrição serão
considerados obras intelectuais e sua utilização deverá obedecer à
legislação sobre direitos autorais.
Inclusão
Barbosa
argumenta que a audiodescrição “é de suma importância para a inclusão
de pessoas, não somente com deficiência visual, mas com também com
deficiência intelectual, além de disléxicos e idosos”.
O
deputado destaca que portaria (310/06) do Ministério da Cultura obriga
as emissoras de TV aberta a adotar medidas de acessibilidade na
programação. Mas, ressalta que a medida não foi amplamente cumprida.
Eduardo
Barbosa lembra ainda que, conforme o censo de 2010, do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 23,9% dos investigados, ou
45,6 milhões de brasileiros, têm pelo menos uma forma de deficiência.
“A predominante foi a deficiência visual com 18,8%, dos entrevistados,
ou 35,8 milhões de pessoas”, acrescenta.
Tramitação
Em
caráter conclusivo, a proposta foi encaminhada às Comissões de
Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte: Câmara dos Deputados Federais
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