Ministério Público denuncia neurocirurgião do caso Adrielly dos Santos
O
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 24ª
Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, ofereceu
denúncia contra o médico neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves
pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e abandono de função.
O
MPRJ requereu ainda uma medida cautelar aplicando a suspensão do
exercício de sua função pública de médico nos hospitais das redes
federal, estadual e municipal de saúde até o julgamento final da ação.
O
neurocirurgião faltou ao plantão de natal em dezembro de 2012, na
emergência do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, Zona Norte do
Rio. Na ocasião, a menina Adrielly dos Santos, de 10 anos, deu entrada
na unidade depois de ser atingida na cabeça por uma bala perdida. Ela
permaneceu oito horas sem atendimento até ser operada, mas morreu 11
dias depois.
De
acordo com a denúncia, Adão fazia depósitos na conta bancária do
neurocirurgião Francisco Eduardo Penna Doutel de Andrade, também
denunciado por estelionato, para que este o substituísse. No entanto,
era o primeiro quem assinava as folhas de ponto relativas aos plantões.
Por
participarem do esquema, outros sete médicos foram denunciados por
condescendência administrativa: Conrado Norberto Weber Júnior
(diretor-geral do hospital); José Renato Ludolf Paixão (chefe da
neurocirurgia); Ricardo Medina de Faria Kornalewski (diretor médico);
Ênio Eduardo Lima Lopes e Sérvula Telles dos Reis (chefes da equipe de
plantão); e Eneida Pereira dos Reis e Valéria Santos Reis (chefes da
emergência).
Fonte: Ministério Público do Rio de Janeiro
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