O pedido de demissão do secretário de Educação de Alagoas, Adriano
Soares, na última sexta-feira (12), após a repercussão de uma postagem feita por ele no Facebook, e considerada agressiva pelos seguidores,
trouxe à tona uma discussão antiga e bem discutida no mundo
corporativo: o uso das redes sociais e as consequências delas na vida
pessoal e profissional dos adeptos da comunicação e socialização
digital.
Como o caso não foi o primeiro, nem será o último, a provocar embaraço e
polêmica na vida social, comprometendo a imagem profissional e até
resultando em demissão, a reportagem do
G1 conversou
com a consultora em Recursos Humanos (RH), Cristiane Paiva, que deu
algumas dicas para quem não abre mãos das redes sociais, mas deseja
assegurar uma imagem positiva, longe de problemas que possam interferir
na vida pessoal e profissional.
O primeiro alerta da consultora em RH é diante do conteúdo postado nas
redes sociais. “Seja um perfil pessoal ou profissional é necessário
prudência e bom senso diante do que é veiculado. Como não há como
separar a imagem pessoal da profissional é recomendável cuidado porque
nem tudo que é engraçado para você é visto pela mesma ótica pelos
outros. Portanto, usar o bom senso, pensar duas vezes antes de expor uma
imagem ou opinião pode evitar muitos problemas”, diz Cristiane Paiva ao
enfatizar que as pessoas não podem esquecer que as redes sociais são
plataformas abertas e “públicas”.
Ao lembrar que nas redes sociais os amigos da vida pessoal e
profissional se misturam, a especialista recomenda cuidados também
quanto as brincadeiras, elogios e desabafos feitos no mundo virtual.
“Respeitar essa diferença é importante. Assim, é bem mais interessante
fazer a brincadeira 'in box' ou no grupo fechado da turma que abrir a
conversa para todos que estão adicionados ao seu perfil. Também é
importante dividir os momentos. O amigo do trabalho pode estar 'online'
no horário de folga, mas isso não quer dizer que ele está disponível
para falar de assuntos de trabalho”, diz.
Secretário Adriano Soares utilizou o Facebook para mandar mensagem aos manifestantes. (Foto: Divulgação/Facebook)
“Quanto aos elogios e desabafos, as redes sociais não são os lugares
mais apropriados para isso. Se o problema é pessoal tente resolvê-lo com
as pessoas envolvidas pessoalmente. Se é no trabalho, também. Não é bom
para imagem fazer indiretas aos amigos, nem muito menos falar mal de
alguma situação da empresa nas redes sociais. Elogios também têm hora e
local. E devem ser feitos da forma adequada”, acrescenta a consultora ao
enfatizar que muitas empresas ao fazerem seleção para contratação
observam o perfil do interessado nas redes sociais, como também,
acompanham o que os funcionários postam.
“E isso é feito de forma natural. Pois é comum ter o chefe ou colega de
trabalho adicionado ao perfil. Assim, vale ressaltar cuidados com as
intimidades para não causar desconforto. Outra questão que é preciso
ficar atento é com a escrita. Erro de digitação é aceitável, mas
ortográfico, não”, completa Cristiane Paiva.
Fonte: G1
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