TST - Correios e trabalhadores não chegam a acordo em audiência no TST
Não
houve acordo entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas
de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) e a Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos (ECT) em audiência de conciliação ocorrida nesta
sexta-feira (12) no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O dissídio foi
instaurado pela Fentect com o objetivo de revisar as condições
estabelecidas no Plano de Cargos e Salários (PCCS) da ECT de 2008.
O
representante da empresa afirmou que não havia possibilidade de acordo
no momento, levando em consideração a defesa apresentado por ele ao
vice-presidente do TST, ministro Antônio José de Barros Levenhagen, que
presidiu a audiência de conciliação.
Levenhagen
propôs que as partes tentassem uma composição amigável, ainda que
parcial, até o final de julho, quando termina o recesso forense. Os
representantes dos dois lados aceitaram a proposta e se comprometeram a
realizar a negociação com as comissões já constituídas para discutir o
PCCS. O dissídio coletivo será encaminhado agora à Sessão Especializada em Dissídios Coletivos do TST (SDC) para o sorteio do ministro relator do processo.
No
dissídio, a Fentect alega que a aplicação literal do PCCS provoca
injustiças aos trabalhadores ecetistas. Segundo a entidade, há problemas
em relação a diversos assuntos, entre os quais destaca programa de
incentivo escolar, progressões, ilegalidade do cargo amplo e
reenquadramento dos técnicos administrativos, enquadramento automático,
extinção de cargo de motorista (atividade-fim) e adicionais deferidos
aos trabalhadores.
O
PCCS/2008 da ECT fez parte do dissídio coletivo de greve instaurado em
2008. O processo (A-RE-1956566-24.2008.5.00.0000) foi julgado em agosto
de 2010 pela Seção de Dissídios Coletivos do TST, mas, segundo a
federação, somente as condições acordadas pela ECT e pela Fentect foram
homologadas pelo Tribunal.
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