Ministério Público entrega denúncia contra agentes prisionais
O
Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou, na última
sexta-feira (12/7), denúncia contra 18 agentes prisionais por submeterem
presidiários encarcerados a grave sofrimento físico e mental no dia 18
de janeiro de 2013, no Presídio Regional de Joinville. Dois agentes
também foram denunciados por terem registrado boletim de ocorrência
contra dois detentos por crimes que não haviam cometido, com o objetivo
de ocultarem as torturas praticadas.
O
Promotor de Justiça Affonso Ghizzo Neto, da 13ª Promotoria de Justiça
da Comarca de Joinville, denunciou os agentes com base na Lei dos Crimes
de Tortura e do Código Penal, por pelo menos sete vezes. Na denúncia, o
Promotor cita o artigo 1º, inciso II, c/c a causa de aumento do § 4º,
inciso I, todos da Lei n. 9.455/1997, (Lei dos Crimes de Tortura), e os
artigos 29 e 71, ambos do Código Penal.
O
Ministério Público também solicita a suspensão do exercício da função
pública dos denunciados para evitar qualquer tipo de coação ou
represálias aos presos e seus familiares.
Ghizzo
Neto lembra, na denúncia, que os direitos humanos - aplicáveis a todos,
presidiários ou não - encontram-se resguardados pela Constituição
Federal, por diversos tratados que o Brasil assinou e se comprometeu a
cumprir. Infelizmente, tais estatutos normativos têm sido constantemente
violados, causando, inclusive, a condenação do Brasil perante a Corte
Interamericana de Direitos Humanos.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina
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