Assembleia paulista compra 94 novos carros por R$ 5,8 mi
Legislativo
adquire veículos para frota oficial; edital de janeiro de 2013 foi
cancelado pela Casa após suspeita de direcionamento
A
Assembleia Legislativa de São Paulo comprou, na semana passada, em
concorrência mais ampla, 94 carros para uso dos deputados estaduais pelo
valor total de R$ 5,8 milhões. A aquisição ocorre pouco mais de um ano
após a suspeita de direcionamento do primeiro edital aberto para a
renovação da frota oficial da Casa.
O
Legislativo paulista, porém, não conseguiu vender 94 dos 150 veículos
oficiais que fazem parte da frota atual, que no ano passado foi avaliada
em R$ 2,9 milhões. A intenção era utilizar o valor arrecadado na compra
dos novos automóveis.
Segundo
a Assembleia, esses carros serão leiloados após chegar a frota nova. A
montadora tem até dois meses para a entrega. Os deputados estaduais
agora se deslocarão em um modelo Cruze, sedan da General Motors.
Dois
modelos. Em janeiro do ano passado, a Assembleia lançou um edital que,
pelas exigências, restringia a participação a apenas dois modelos de
veículos, o C4 Pallas, da Citroën, e o Corolla, da Toyota - os
parlamentares queriam adquirir esse último carro, que antecedera o
Vectra, da GM, modelo da atual frota.
À
época, o modelo que a Casa pretendia adquirir custava R$ 72,5 mil pela
tabela Fipe, referência no mercado de carros. Como pretendia trocar a
frota inteira, 150 Corolla custariam R$ 11 milhões. A atual frota estava
avaliada por um perito em R$ 4,7 milhões, e seria usada como parte do
pagamento, o que faria a Assembleia gastar R$ 6,3 milhões com a
renovação. Por se tratar de uma compra muito grande, o valor deveria ser
um pouco menor.
Após
o caso ser noticiado pelo Estado, três montadoras impugnaram o edital e
o Ministério Público de Contas de São Paulo entrou com representação no
Tribunal de Contas pedindo a suspensão imediata da licitação. A
Assembleia então cancelou a concorrência para reavaliar o edital.
Na
ocasião, a Mesa Diretora da Assembleia era composta pelo presidente,
Barros Munhoz (PSDB), pelo primeiro secretário, Rui Falcão (PT), e pelo
segundo secretário, Aldo Demarchi (DEM). O chamado para a licitação foi
publicado no Diário Oficial em 11 de janeiro, durante o recesso
parlamentar.
Com
o cancelamento do edital, a decisão sobre a renovação da frota ficou
para a atual Mesa, integrada pelo presidente, Samuel Moreira (PSDB),
pelo primeiro secretário, Ênio Tatto (PT) e pelo segundo secretário,
Edmir Chedid (DEM).
Ampla.
A concorrência da semana passada foi mais ampla, uma vez que 15 modelos
de carros de 8 marcas diferentes puderam participar. Todas retiraram o
edital, e três apareceram no pregão. Duas disputaram lance a lance, a
Renault e a General Motors. A primeira foi a vencedora do leilão, mas
acabou inabilitada por não ter um dos documentos exigidos pelo edital. A
GM, então, foi convidada pelo pregoeiro a oferecer o mesmo preço
oferecido pela Renault, o que efetivamente aconteceu.
Cada
veículo custará à Assembleia R$ 61,6 mil, sendo R$ 58,3 pelo carro e
mais R$ 3,3 mil por sete revisões dos carros até 70 mil quilômetros
rodados. O preço é 31% menor do que o da tabela da GM e 27% menor do que
o da tabela Fipe.
Essa
foi a terceira tentativa da Assembleia de renovar os veículos após o
cancelamento do edital de janeiro de 2013. Na primeira, o preço
oferecido pela única montadora que fez proposta foi considerado alto
demais pelo Legislativo. Na segunda, não houve proposta.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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