Processo eletrônico pretende dar maior acessibilidade a pessoas com deficiência
A
Justiça do Trabalho estuda incorporar ferramentas tecnológicas ao
Processo Judicial Eletrônico (PJe) para garantir maior acessibilidade a
pessoas com deficiências física. A ideia é ampliar o acesso ao sistema e
possibilitar, por exemplo, que pessoas com deficiência visual ou motora
consigam utilizar a ferramenta. O anúncio foi feito pelo presidente do
Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Carlos Alberto Reis de
Paula, ex-integrante do CNJ, que irá encaminhar ao Conselho Superior da
Justiça do Trabalho (CSJT) proposta para a inclusão de verba
orçamentária destinada à garantia de acessibilidade na Justiça
trabalhista.
Lançado
oficialmente em junho de 2011, o PJe foi desenvolvido pelo CNJ em
parceria com outros órgãos da Justiça e está em funcionamento em 31
tribunais, incluindo todos os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e
os Tribunais de Justiça de Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Minas
Gerais, Rio Grande do Norte, Roraima e Rio Grande do Sul. A ferramenta
confere maior agilidade à tramitação processual, permite que partes e
advogados acompanhem o andamento dos processos pela internet, além de
reduzir a utilização de papel no Judiciário, o que resulta em ganhos
ambientais.
De
acordo com o juiz auxiliar do CNJ Paulo Cristovão, o uso de tecnologias
modernas aliadas ao PJe poderá facilitar o trabalho de magistrados,
advogados e partes com alguma deficiência física. “No caso de pessoas
com severa deficiência visual, por exemplo, é muito difícil que elas
utilizem o processo em papel, sozinhas, sem contar com a ajuda de
terceiros. Com o processo eletrônico, há a possibilidade de isso vir a
acontecer no futuro, com o uso de software que transforma o texto em
som”, afirmou Cristovão.
Além
dos estudos sobre a utilização de ferramentas para facilitar o acesso a
pessoas com deficiência, o presidente do TST determinou que o grupo
responsável pela implantação do PJe na Justiça do Trabalho faça estudos
para evitar doenças como Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e estresse
pelo aumento do tempo dispendido no computador com o processo
eletrônico. Para o juiz auxiliar da presidência do CNJ Clenio Jair
Schulze, a medida é positiva já que o computador é ferramenta muito
utilizada no dia a dia do Judiciário, independentemente da utilização do
processo físico ou eletrônico. “O uso do computador é uma necessidade
de todos - e para tudo - e não apenas para o PJe. Além disso estudos
sobre saúde e ergonomia do trabalho devem ser feitos independentemente
do uso ou não do computador”, avaliou Schulze.
Justiça
Eleitoral - Na última semana, a presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou que a implantação do PJe
na Justiça Eleitoral é uma das prioridades de sua gestão. Em visita ao
Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM), a ministra ressaltou
que, embora esse processo não acompanhe a mesma velocidade tecnológica
da urna eletrônica, “é uma das formas de aproveitar a tecnologia e
caminharmos nesse sentido, para alcançar o que outros ramos do
Judiciário já possuem. O processo judicial eletrônico é, com certeza,
uma das prioridades da minha gestão”, destacou. No TSE o PJe está em
fase final de implantação.
Fonte: Conselho Nacional de Justiça
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