Câmara aprova texto final da MP que amplia a desoneração da cesta básica
Mesmo
sem o cálculo de quanto a ampliação da desoneração da cesta básica vai
custar de renúncia fiscal ao governo, a Câmara dos Deputados aprovou
nesta noite a Medida Provisória 609, que retira o PIS/Pasep e a Cofins
de uma lista de produtos que vai de café a fralda geriátrica. A MP,
editada pelo Executivo no início do ano, desonerava 19 categorias de
itens que compunham a cesta básica, mas o texto aprovado pela Câmara
ampliou esse leque para 41 categorias. O texto agora segue para o
Senado.
A
Medida Provisória 609 incluiu o texto da MP 605, que permitiu a redução
da conta de luz. O texto da MP 605 chegou a ser aprovado no plenário da
Câmara, mas por falta de prazo, não foi votado no Senado e caducou no
início do mês. Para salvar a redução da conta de energia, o relator da
609, deputado Edinho Araújo (PMDB/SP), incluiu o texto na desoneração da
cesta básica. Durante a votação, houve uma supressão no texto da MP
605. Foi retirado o dispositivo que determinava que a alteração de
controle acionário da concessionária deveria ser aprovada pela Aneel nos
casos de indeferimento do plano de recuperação apresentado por
acionistas.
Nesta
noite, os deputados incluíram fraldas geriátricas no pacote de produtos
a serem beneficiados. Já faziam parte do relatório de Edinho Silva
itens como material escolar, suco de frutas, gás de cozinha, erva mate,
pão de forma, molho de tomate, polvilho, entre outros. A Câmara precisa
ter mais cuidado ao apreciar as desonerações na economia. A economia
brasileira não suporta tudo. Tem limites, condenou o líder do PT, José
Guimarães (CE).
O
líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o governo não
calculou quanto a inclusão de novos itens na cesta básica representará
de renuncia fiscal. Inicialmente, a Medida Provisória editada pelo
governo no início do ano previa a inclusão de 19 categorias e uma
renúncia fiscal de R$ 5,1 bilhões para este ano, R$ 7,5 bilhões para
2014 e R$ 8,3 bilhões para 2015.
Ele
lembrou que as isenções não necessariamente serão sentidas pelo
consumidor final. Não tem nenhuma garantia de que vão reduzir o preço
para o consumidor, enfatizou.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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