Governo adia em 1 ano multa da nota fiscal
A
Casa Civil anunciou ontem que ainda vai regulamentar a nova lei que
obriga as lojas a informarem na nota fiscal os valores pagos em impostos
pelo consumidor.
Em nota, a pasta informou que essa regulamentação ficará a cargo da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
A
nova lei obriga as empresas a discriminar o valor aproximado de um
conjunto de até sete tributos em cada nota ou cupom fiscal emitido
--ICMS, ISS, IPI, IOF, PIS/Pasep, Cofins e Cide.
A norma passou a vigorar ontem. No entanto, as empresas ainda não serão multadas pelo seu descumprimento.
Segundo
a Casa Civil, será encaminhada ao Congresso uma proposta que amplia em
um ano o prazo para a aplicação de sanções e penalidades --que incluem,
além das multas, suspensão da atividade e cassação da licença de
funcionamento.
Nesse período, o poder público promoverá orientações educativas para esclarecer como as novas regras devem ser cumpridas.
DESPREPARADOS
A
reportagem realizou compras em diversos estabelecimentos comerciais da
região central de São Paulo na tarde de ontem, antes do anúncio de que
haveria prorrogação das multas.
Somente
as Lojas Americanas da rua São Bento, dentre as lojas visitadas pela
Folha, já ofereciam a nota fiscal com o valor aproximado dos tributos
incidentes sobre a mercadoria.
Na nota de uma compra de R$ 15,99, aparecia a informação de que R$ 7,75 eram referentes à cobrança de ICMS.
Nos
demais estabelecimentos visitados, funcionários informavam ter
conhecimento da nova lei, mas que a mudança no sistema de emissão de
notas ainda não havia sido feita.
Consumidores
que faziam compras na região, como a dona de casa Antônia Silva Gomes,
50 anos, também não tinham o dado informado em suas notas fiscais.
Exceção
feita à professora Maria Aparecida Antunes, 51 anos. Ela fez compras na
loja M.Camicado, na região da rua 25 de Março. Estava sabendo dessa
nova lei e conferi a nota. O valor do imposto estava lá, direitinho.
O
governo teve seis meses para regulamentar a lei, publicada em dezembro
de 2012. De acordo com a Casa Civil, os pedidos de esclarecimento de
comerciantes só começaram a chegar recentemente ao governo, com a
proximidade da data em que ela entraria em vigor.
Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
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