MP acusa ex-prefeito de Eunápolis de contratar ilegalmente mais de 1,8 mil servidores temporários
O
ex-prefeito de Eunápolis, José Robério Batista de Oliveira, é acusado
pelo Ministério Público estadual por crime de responsabilidade e ato de
improbidade administrativa na contratação temporária de 1.867 servidores
no ano de 2009, envolvendo todas as secretarias municipais. A ação
civil pública de improbidade e a denúncia foram oferecidas hoje, 10,
pelos promotores de Justiça da comarca Dinalmari Mendonça Messias e José
Alves da Silva Neto.
As
contratações custaram aos cofres públicos aproximadamente R$ 5,63
milhões, hoje correspondente a pouco mais de R$ 6,9 milhões corrigidos
até janeiro deste ano pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mensal
acumulado, da tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Os promotores pedem à Justiça que decida, liminarmente, pelo bloqueio
dos bens móveis e imóveis, e dos valores existentes em aplicações de
dinheiro em contas-poupança e em fundos de aplicações financeiras do
ex-prefeito, até o valor da lesão ao erário, de R$ 6.903.558,26. No
pedido principal, solicita-se decisão judicial pela perda da função
pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa até 100
vezes o valor da remuneração recebida.
De
acordo com inquérito civil instaurado em janeiro de 2010, os contratos
são irregulares porque violam determinações legais previstas nas
Constituições Federal e Estadual, e na Lei Orgânica do Município, que
admitem a contratação por prazo determinado apenas para atender à
necessidade temporária de excepcional interesse público. “As
contratações realizadas não tiveram nenhuma situação extraordinária”,
argumentam os promotores. Eles sustentam que o Município se furtou em
promover concurso público, que deveria ter sido realizado desde 2007. O
certame só teria vindo a ocorrer em 2011, mas ainda com vagas
insuficientes, “permanecendo grande número de contratados em todas as
áreas e, principalmente, na Saúde”. Foram contratados profissionais para
diversos cargos, como médico, enfermeiro, técnico de enfermagem,
odontólogo, auxiliar de serviços gerais, gari, vigia, motorista, agente
administrativo, entre outros.
Fonte: Ministério Público da Bahia
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