C.FED - Audiência discute impactos ambientais da obra da usina hidrelétrica de Estreito
A
Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza na
próxima terça-feira (15) audiência pública para avaliar os impactos
ambientais decorrentes da implantação da usina hidrelétrica de Estreito.
O
objetivo é averiguar as denúncias da Associação dos Atingidos pela
Barragem de Estreito (AABE) e da Associação Carolina Transparência e
Cidadania (CTC) de que os impactos socioambientais decorrentes da
elevação do lençol freático, em função do enchimento do lago artificial,
estão afetando diretamente as populações locais.
“Queremos
obter informações sobre o cumprimento das condicionantes das licenças
ambientais e quanto às providências que estão sendo efetivadas pelo
consórcio”, explicou o deputado Sarney Filho (PV-MA), que é coordenador
da Frente Parlamentar Ambientalista.
Entre
os problemas causados pela elevação do lençol freático está a formação
de áreas úmidas e alagadas, que influenciam a produtividade dos
aquíferos; e a exposição das águas subterrâneas à contaminação.
Para
a zona rural, o risco imediato é o da perda da capacidade de realizar
atividades agrícolas, comprometendo a subsistência e a economia local.
“Os
dados que recebemos indicam que a situação atinge os municípios de
Carolina (MA) e de Palmeirante (TO). As estruturas das edificações, bem
como os sistemas individuais de tratamento de esgoto ficam
comprometidos”, explicou Sarney Filho.
Usina Hidrelétrica de Estreito
A
usina de Estreito, construída pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste),
foi inaugurada em outubro do ano passado. O empreendimento faz parte do
Programa de Aceleração do Crescimento e está localizado no rio
Tocantins, na divisa do Maranhão e do Tocantins. A barragem e demais
estruturas associadas estão nos municípios de Estreito (MA) e de
Aguiarnópolis e Palmeiras do Tocantins (TO).
A
hidrelétrica tem uma capacidade total de 1.087 MW de energia, o
suficiente para atender a demanda de uma cidade com 4 milhões de
habitantes.
Debatedores
Foram convidados para o debate:
-
Luiz de Salles Neto, representante da Associação dos Atingidos pela
Barragem de Estreito (AABE) e da Associação Carolina Transparência e
Cidadania;
-
a diretora de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Gisela Damm
Forattini;
- o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente de Andreu Guillo;
- o presidente do Instituto Natureza de Tocantins (Naturatins), Alexandre Tadeu de Moares Rodrigues,
- o secretário de meio ambiente e recursos naturais do Maranhão, Carlos Victor Guterres Mendes;
- o presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas) Ernani Francisco da Rosa Filho;
- o gerente-geral do Consórcio Estreito de Energia, João Rezek;
- o subprocurador-geral da República, Mário José Gisi;
- a vereadora de Carolina (MA) Idalina Santos de Sousa; e
- a ambientalista Carolina Deijacy Silva Rego.
Participação popular
Quem quiser poderá participar vitualmente do debate, por meio do portal
A audiência será realizada no Plenário 8, a partir das 14 horas.
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