C.FED - Câmara pode votar novo Código de Processo Civil na próxima semana
A
votação do novo Código de Processo Civil (CPC) e da mudança no índice
de correção das dívidas municipais e estaduais são os destaques do
Plenário da Câmara na próxima semana. Também pode ser votada a
minirreforma eleitoral.
Na
terça-feira (15), os deputados participam ainda de sessão conjunta do
Congresso Nacional destinada a analisar vetos da presidente Dilma
Rousseff a projetos aprovados recentemente.
O
novo CPC (PL 8046/10, apensado ao PL 6025/05) está previsto para ir a
voto na quarta-feira (16), em sessão extraordinária. O texto do deputado
Paulo Teixeira (PT-SP), aprovado na comissão especial, cria um
procedimento que vai permitir a aplicação de decisão única a várias
ações individuais sobre o mesmo tema, o chamado incidente de resolução
de demandas repetitivas.
Isso
vai permitir, por exemplo, uma análise mais rápida de ações sobre
planos econômicos, sobre direito previdenciário e daquelas que
questionem os contratos com empresas de telefonia, água e esgoto, os
chamados contratos de adesão.
Correção de dívidas
Em
sessão ordinária, na terça-feira, a Câmara pode votar propostas em
regime de urgência, como o Projeto de Lei Complementar 238/13, do
Executivo, que muda o índice usado para corrigir as dívidas de
municípios e estados com a União.
Atualmente,
as dívidas são corrigidas pelo índice de inflação IGP-DI mais 6%, 7,5%
ou 9%, mas prefeitos e governadores reclamam que o governo federal capta
recursos remunerados pela taxa Selic (atualmente em 9,5%) e cobra
correções maiores dessas dívidas.
Na
semana passada, o líder do PMDB e relator do projeto, deputado Eduardo
Cunha (RJ), conseguiu fechar um acordo com o Tesouro Nacional. Um
substitutivo sobre a matéria já foi aprovado pela Comissão de Finanças e
Tributação.
De
acordo com o texto, as dívidas serão corrigidas por taxa Selic ou
índice de inflação IPCA mais 4% ao ano, o que for menor. A mudança
valerá para correção do débito desde janeiro de 2013.
Minirreforma eleitoral
Outro
projeto que pode ser votado é o da minirreforma eleitoral (PL 6397/13,
do Senado), que diminui custos de campanha e muda procedimentos de
prestação de contas dos candidatos e partidos.
Não
há consenso sobre o mérito do projeto, que também limita o poder de
auditoria da Justiça Eleitoral e altera normas para a propaganda
eleitoral na TV e na internet.
O
PMDB defende a votação do texto, mesmo que as regras não valham
integralmente para as eleições de 2014. Há uma expectativa de que o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considere válidas algumas das mudanças
já para o próximo ano por não interferirem na campanha.
Vetos e créditos
Na
terça-feira à noite, após a sessão ordinária, os parlamentares realizam
sessão do Congresso para votar vetos a projetos de lei e à Medida
Provisória 613/13 (Lei 12.859/13), que concede incentivos tributários
aos produtores de etanol e à indústria química por meio de crédito
presumido e redução de alíquota do PIS/Pasep e da Cofins.
Um
dos vetos barra o pagamento retroativo, previsto no PL 4264/12, da
indenização a policiais federais e a servidores de outras carreiras que
atuem em áreas de fronteira. A retroatividade seria a 1º de janeiro de
2013.
Congresso analisa cinco vetos presidenciais na terça
Na
sessão do Congresso, os parlamentares podem votar ainda projetos de
resolução e de crédito orçamentário, além de um projeto que muda a Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2013) para retirar a obrigação do
governo federal de compensar a não realização do resultado primário
previsto para estados, Distrito Federal e municípios.
PEC da Música
Na
manhã de terça-feira, em sessão solene do Congresso, será promulgada a
Emenda Constitucional 75, derivada da chamada PEC da Música (98/07). De
autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), a emenda concede imunidade
tributária a CDs e DVDs com obras musicais de autores brasileiros.
Confira outros projetos que podem ser analisados em sessões da Câmara:
-
PL 2592/07, do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que aumenta a pena
pela prática do “racha” em vias públicas. Os deputados precisam votar
emendas do Senado ao texto;
-
PL 5900/13, do Senado, que considera hediondos vários crimes contra a
administração pública, como corrupção, peculato ou concussão;
- PL 6953/02, do Senado, que estabelece mecanismos de proteção e defesa do usuário dos serviços públicos da União;
-
PL 2020/07, da deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), que estipula normas
gerais de segurança em casas de espetáculos e similares;
- PL 1332/03, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que regulamenta as atribuições e competências das guardas municipais;
- PL 4715/94, do Executivo, que transforma o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana em Conselho Nacional dos Direitos Humanos;
- PL 7699/06, do Senado, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência;
-
PL 1376/03, que estabelece regras para o controle de natalidade de cães
e gatos. Os deputados precisam analisar as emendas do Senado;
-
PL 3402/12, do deputado Arthur Oliveira Maia (SDD-BA), que declara
nulas normas legais e regulamentares, decisões judiciais e atos
administrativos estrangeiros que afrontem garantias constitucionais do
Brasil;
-
PLP 276/02, do Executivo, que disciplina os casos em que forças
estrangeiras possam transitar pelo território nacional e nele permanecer
temporariamente;
-
PEC 190/07, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) e do ex-deputado
Flávio Dino, que concede prazo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para
enviar ao Congresso projeto de lei sobre o Estatuto dos Servidores do
Judiciário; e
-
PEC 556/02, da ex-deputada e atual senadora Vanessa Grazziotin
(PCdoB-AM), que concede aos chamados “soldados da borracha” os mesmos
direitos concedidos aos ex-combatentes, como aposentadoria ou pensão
especial.
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