Juiz auxiliar do CNJ explica como a tecnologia está revolucionando a atividade judicante
Ao
falar aos participantes do IV Curso de Iniciação Funcional para
Magistrados, o juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Marivaldo Dantas explicou o funcionamento de uma série de ferramentas
tecnológicas que estão revolucionando a atividade da magistratura
brasileira.
Um
dos maiores especialistas em Tecnologia da Informação no Judiciário,
Dantas apresentou os sistemas Infojud, Renajud, Bacenjud e o Cadastro
dos Clientes do Sistema Financeiro (CCS) para os 120 juízes que
participam do curso promovido pela Escola Nacional de Formação e
Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo (Enfam).
Nesta quarta edição, o curso reúne juízes recém-empossados nos estados
de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Pará e Rondônia.
O
Sistema de Informações ao Judiciário (Infojud) reduziu para alguns
minutos o tempo de acesso à informação nos cadastros da Receita Federal.
O Renajud permite verificar a situação de todos os veículos registrados
no Denatran, possibilitando ao juiz determinar sua transferência ou até
decretar apreensão. Já o Bacenjud e o CCS dão acesso a diversos dados
de usuários do sistema financeiro a partir do CPF ou CNPJ, permitindo
também o bloqueio ou desbloqueio de valores.
“Essas
ferramentas servem para quase tudo, desde a investigação de casos de
improbidade e lavagem de dinheiro até a pesquisa de bens de
inadimplentes de pensão alimentícia”, destacou o palestrante.
Sistemas de ponta
O
juiz Marivaldo Dantas informou que na última reunião dos Brics -
cooperação internacional que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África
do Sul -, magistrados russos e chineses ficaram impressionados com a
efetividade desses sistemas. Segundo Dantas, o Brasil sempre teve de
lidar com um volume enorme de processos - hoje são 90 milhões em
tramitação -, o que forçou a busca de soluções mais ágeis e eficazes.
“Os
sistemas como o Bacenjud, que estão entre os de ponta no mundo, são
ferramentas essenciais para superar as montanhas de processos que se
empilham nos tribunais, especialmente na fase de execução”, declarou. Em
2012, os diversos segmentos da Justiça solicitaram informações do
Bacenjud quase 5 milhões de vezes. Mesmo assim, Marivaldo Dantas destaca
que ainda há um grande uso de papel no Judiciário. “Estamos
constantemente aprimorando essas ferramentas e acrescentando novas
funcionalidades”, disse.
Um
ponto que o palestrante também destacou foi a segurança dos sistemas,
que além do login e da senha, exigem certificação digital - criptografia
em um dispositivo conhecido como tolken, semelhante ao pen drive. O
juiz deve solicitar sua certificação e pode também cadastrar até dois
servidores, que também recebem uma certificação.
“Uma
das vantagens é que, quando as informações são solicitadas, isso é
registrado. Toda base de dados tem um nível de risco, mas os abusos
também poderiam ocorrer quando a informação vinha apenas em papel, e
hoje podemos rastrear todos os pedidos”, afirmou.
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
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