MPMS denuncia ex-prefeito por improbidade e crime contra a administração
O
Ministério Público de Mato Grosso do Sul por meio do Promotor de
Justiça da Comarca de Amambai (MS), Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior,
ajuizou Ação Civil Pública por improbidade administrativa e Ação Penal
ante a prática, em tese, do delito do art. 1º, inciso I, do Decreto-Lei
N. 201/67, contra o ex-prefeito de Coronel Sapucaia/MS, Ney Kuasne,
durante o seu mandato no ano de 2008. A denúncia e a ação de improbidade foram ajuizadas em 26/08/2013.
Conforme
os laudos apresentados pelo Ministério Público Estadual, Ney Kuasne, ao
longo do último trimestre de 2008, desviou em proveito próprio ou
alheio pelo menos R$ 176.956,00 do Erário Municipal. Para concretizar a
ação, ele contou com a ajuda de pessoas não identificadas na produção de
processos de empenho e pagamento respaldados em notas fiscais frias,
configurando serviços que não foram realizados em prol do ente público.
Para
justificar as despesas públicas no pagamento de fornecedores, o
denunciado permitia o preenchimento de notas fiscais de empresas
contratadas para a venda de bens diversos e prestação de serviços,
localizadas em cidades distintas, principalmente em Campo Grande (MS).
A
desconfiança surgiu com a realização de auditoria interna pelo
Município de Coronel Sapucaia (MS), dentro da qual, percebeu-se a
semelhança da grafia em notas fiscais oriundas de fornecedores
distintos. Também foram verificadas irregularidades na ordem de
enumeração de algumas notas, bem como preenchimento por vezes incorreto.
Em
razão disso, o Ministério Público instaurou inquéritos civis, através
dos quais, verificou-se que a maioria das empresas jamais prestou
qualquer serviço ou vendeu qualquer bem ao município de Coronel
Sapucaia/MS e que algumas sequer continuavam a funcionar na época da
contratação.
A
fraude foi constatada pela negação dos representantes legais das
empresas envolvidas em ter qualquer vinculo contratual anterior com a
prefeitura. Ainda comprovou-se que as verdadeiras notas fiscais,
apresentadas pelas empresas, eram distintas em forma e conteúdo das
arquivadas no Município de Coronel Sapucaia (MS) e que serviram de
embasamento para os respectivos processos de empenho e pagamento.
Fonte: Ministério Público do Mato Grosso do Sul
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