C.FED - Comissão aprova mudanças na regulamentação profissional de radialista
A
Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara
aprovou, com substitutivo, mudanças na regulamentação da profissão de
cinegrafista. O projeto de lei original (PL 3242/12), de autoria do
deputado Laercio Oliveira (SDD-SE), propunha a regulamentação da
profissão sob o argumento de que haveria lacunas quanto à normatização
do exercício dessa atividade.
No
entanto, o relator, deputado Alex Canziani (PTB-PR), lembrou que esses
profissionais já estão contemplados nas leis que disciplinam as
profissões de jornalista (Decreto-lei 972/69) e radialista (Lei
6.615/78), onde aparecem com as denominações de repórter cinematográfico
e operador de câmera de unidade portátil externa.
Canziani
decidiu, então, apresentar um substitutivo que altera essas duas leis
apenas para reforçar o caráter profissional do cinegrafista,
diferenciando-o daqueles que fazem filmagens de forma amadora e acabam
registrando flagrantes do interesse de emissoras: Às vezes, você passa
em determinado local e vê um acidente. Se filmar isso, você não é
profissional”, destacou o relator.
Sem diploma
No
substitutivo aprovado, Canziani retirou as exigências de diploma de
curso profissionalizante específico, feita no projeto original, assim
como a referência a “câmeras de vídeo destinadas à captura
cinematográfica de imagens”, por entender que seria “um contrassenso
engessar a atividade em torno de equipamento que pode tornar-se
obsoleto, por efeito da convergência de novas mídias”.
Apesar
disso, ele considera que as modificações feitas no substitutivo “vão
fazer com que haja a efetiva busca de profissionais para aqueles que
contratam cinegrafistas”. Isso inclui, diz o deputado, a preferência por
cinegrafistas com qualificação em cursos específicos.
“Mercado poluído”
O
Sindicato dos Fotógrafos e Cinegrafistas Autônomos do Distrito Federal
(Sinfoc) cobra maior reconhecimento profissional para a categoria. A
presidente, Ana Alice de Souza, afirma que Rio de Janeiro, São Paulo e
Brasília já oferecem curso superior para cinegrafistas, mas que há
dificuldade de registro profissional devido à falta de regras claras.
Ela
conta que o Sindicato quer organizar melhor os profissionais “porque o
mercado está muito poluído. Tem gente de todo jeito: quem tem condições
compra uma câmera, vai lá e filma”, relata. Ana Alice considera que “já
está na hora de os políticos olharem a profissão de outra forma, como uma profissão mesmo.
Tramitação
O
projeto será analisado, agora, na Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania. Se for novamente aprovado, poderá seguir diretamente para a
análise do Senado, já que tramita em caráter conclusivo nas comissões
da Câmara.
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