Estado paga salários de trabalhadores de Oscip envolvida em irregularidades
Trabalhadores receberam na 7ª Vara da Capital o alvará de liberação dos salários
A
7ª Vara do Trabalho de Cuiabá liberou, na última sexta-feira (25), o
pagamento de salário no montante aproximado de 95 mil reais a 53
trabalhadores do Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania
(IMDC), Oscip que prestava serviços à Secretaria Estadual de Meio
Ambiente (Sema), auxiliando na execução do programa MT Legal.
A
liberação dos recursos ocorreu em Ação de Consignação de Pagamento,
ajuizada pelo Estado de Mato Grosso para quitação dos salários do mês de
setembro dos empregados da organização. O estado deixou de repassar os
recursos à Oscip após a Polícia Federal apontar a entidade como pivô de
um esquema de desvio de dinheiro público por meio de fraude em
licitações.
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Conforme
explica o juiz Higor Marcelino Sanches, que conduziu a audiência, como o
contrato de trabalho existente era entre os empregados e a Organização
Social, o Estado de Mato Grosso teve que consignar os valores dos
salários. Assim, o repasse aos trabalhadores foi autorizado pela
Justiça, mediante alvará de liberação.
Em Mato Grosso,
trabalhavam 59 empregados da Oscip. Eles atuavam preparando e
analisando os documentos necessários à regularização ambiental de
propriedades rurais, que eram posteriormente submetidos a um técnico da
secretaria, a quem cabia conceder ou não a autorização.
“Para
mim foi um baque. Trabalhávamos em uma entidade estruturada e muito bem
organizada, com várias projetos em andamento”, conta a coordenadora dos
trabalhos em Mato Grosso,
Wangleicy Ribeiro da Costa. Segundo ela, o contrato com a Sema
terminaria em agosto, mas estava sendo prorrogado por mais seis meses,
até que técnicos concursados assumissem.
No
período em que se ajustava a prorrogação foi deflagrada a Operação
Esopo pela Polícia Federal em 11 estados, quando a Oscip foi envolvida e
o acesso ao seus sistemas e às suas contas bancárias acabaram
suspensos. Os trabalhadores ficaram sem receber 30 dias do mês de
setembro, e mais 17 dias de outubro, estes ainda pendentes, conforme
conta Wangleicy Ribeiro.
A coordenadora da entidade no estado afirma ainda que a responsável pelo setor financeiro da Oscip em Minas Gerais,
sede da organização, garantiu o pagamento dos direitos trabalhistas
assim que as contas estejam liberadas. De acordo com o juiz Higor
Marcelino, os trabalhadores podem ingressar com ações na Justiça do
Trabalho para receber estes valores.
Nova audiência
Os
seis dos 59 empregados da entidade que não compareceram à audiência de
sexta-feira para recebimento dos termos de liberação dos salários terão
outra oportunidade para retirarem seus alvarás: no próximo dia 8 de
novembro, às 13h30, momento para o qual foi redesignada a audiência na
7ª Vara da Capital.
(Processo 0001237-33.2013.5.23.007)
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região
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