MP denuncia médica à Justiça e pede reconstituição do crime contra irmãos
O
Ministério Público estadual denunciou hoje, dia 25, à Justiça, a médica
Kátia Vargas Leal Pereira por duplo homicídio duplamente qualificado,
por impossibilidade de defesa das vítimas e pelo perigo comum.
Responsável pela denúncia, a promotora de justiça Armênia Cristina
Santos também pediu a reconstituição do crime que resultou na morte dos
irmãos Emanuel e Emanuele Gomes Dias no bairro de Ondina, na busca de
esclarecimentos desde o momento em que a ré deu a “fechada” nas vítimas
até o momento da execução do crime, considerando que as imagens
capturadas em câmeras próximas trouxeram apenas parte das ações
perpetradas. Com isso, ela entende que serão trazidos elementos
relacionados à velocidade e dinâmica dos atos praticados, que resultaram
nas mortes das duas vítimas.
Segundo o inquérito policial oriundo da 7ª Delegacia de Polícia, no último dia 11, a
médica arremessou o veículo que dirigia contra uma moto pilotada por
Emanuel Gomes Dias que trazia na garupa sua irmã Emanuele Gomes Dias,
projetando-os contra um poste, resultando na morte instantânea dos
irmãos no bairro de Ondina. A ação, explica a promotora de Justiça,
caracteriza-se pelo perigo comum, considerando que fora perpetrado em
via pública de grande fluxo de veículos e pedestres, próximo de um ponto
de ônibus, centro comercial e clínicas com grande movimento no horário.
Diante do acidente, o coordenador do Núcleo do Júri (NUJ), promotor de
Justiça Nivaldo Aquino, foi designado para acompanhar o Inquérito
Policial até a sua conclusão.
Em
conjunto com ele, acompanharam o caso, até a finalização do inquérito,
os promotores de Justiça Davi Gallo e Raimundo Moinhos. Após essa fase,
seguindo o procedimento padrão, o Ministério Público recebeu o inquérito
da Polícia Civil e distribuiu, através de sorteio eletrônico, para um
dos promotores de Justiça criminais. Foi sorteada a promotora de Justiça
Armênia Cristina Santos, que teve um prazo de cinco dias e, após as
devidas análises denunciou a médica ao 1º Juízo da 1ª Vara Criminal. O
juiz, após receber a denúncia, vai se pronunciar e dar um prazo de 10
dias para a defesa, seguindo-se a oitiva das testemunhas. Todo esse
procedimento será acompanhado agora pelo promotor de Justiça Cássio
Marcelo de Melo Santos, que atua na referida Vara Criminal. De acordo
com a gravidade do crime, a ré, que se encontra recolhida ao Presídio
Feminino, poderá cumprir uma pena mínima de 24 anos.
Fonte: Ministério Público da Bahia
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