MP expede apelação à Justiça contra delegado e policiais por tortura e abuso de autoridade.
O
promotor de Justiça da 2ª promotoria de Justiça de Direitos Humanos e
Controle Externo da atividade policial Franklin Prado interpelou o
recurso de apelação a decisão ao Juiz de direito da 9 ª Vara Criminal de
Belém que absolveu o delegado Éder Mauro Cardoso Barro e os policiais
José Geraldo da Silva, Miguel Fernando de Souza Pinto, Luiz Miguel
Castro de Carvalho, Amarildo Paranhos Palheta, Samuel Gonçalves Barros e
Gilberto Luiz de Oliveira Barros.
O
delegado e os policiais são acusados de abuso de autoridade e tortura
em uma abordagem policial feito em um consultório da cidade, policiais
agiram com truculência apontando armas de fogo em direção às vítimas
durante a abordagem.
As
vítimas foram lesionadas pelas agressões físicas de socos, pontapés e
tapas, nas quais os policiais alegaram ter sido por conta da resistência
à prisão das vítimas. A abordagem foi num veículo de modelo Fiesta, sem
ausência de auto de apreensão de veículos.
As
testemunhas que depuseram a favor do delegado Éder Mauro possuem
vínculos de amizade, além disso, são subordinadas hierarquicamente ao
delegado. Na apelação foram listadas as seguintes razões da
interpelação: lesões causadas pelos policiais; ausência de auto de
apreensão de veículo; suspeição e impedimento das testemunhas; indícios
de fraude no suposto boletim de ocorrência policial (BO), falsidade
ideológica; contradições da advogada com ligações com o Delegado Éder
Mauro e demais policiais; contradições entre policiais; corporativismo
policial, entre outros. O MP requer a total precedência do recurso de
apelação a fim de reformar a sentença que absolveu os acusados.
Fonte: Ministério Público do Pará
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